10 agosto 2013 0 comentários

Fé Cega, Faca Amolada.

     Vivemos democracia; estamos em um país livre. Um país laico, diriam alguns. Mas, por que esse país não para pra discutir, de uma maneira mais ampla, temas de caráter urgente como o aborto, a relação homossexual, a tributação sobre as igrejas, e o fim do preconceito religioso? Ouso dizer que vivemos uma neodemocracia, que seria, segundo Vladimir Safatle, uma democracia estática, parada, que não busca, como a clássica, o seu próprio aperfeiçoamento.

     Uma democracia respaldada pelo seu povo. Um povo inerte, intelectualmente falando, que se contenta com opiniões formadas, surradas e antigas. Não se aplica à eles o pensamento de David Hume, de que tudo é relativo e que cada caso deve ser analisado, estudado, e diferenciado dos seus demais como um caso único, ou, também, o pensamento de que tendemos a evoluir.

     Pra que possamos, enfim, chegar a essa evolução em questão é preciso ter crivo pra poder ler as situações de forma racional. Precisamos analisar cada uma das questões do mundo muito além do véu dos nossos amores, paixões, convicções e instintos; é preciso analisar as situações fora da caixa das nossas grosserias. É a razão, segundo Aristóteles, que nos difere dos animais.

Pastor Feliciano

27 junho 2013 0 comentários

Olha, Maria.

“Olha, Maria, eu bem te queria fazer uma presa da minha poesia. Mas hoje, Maria, pra minha surpresa, pra minha tristeza, precisas partir. Parte, Maria, que estás tão bonita; que estás tão aflita. (...) Sinto, Maria, que estás de visita: teu corpo se agita, querendo dançar. Parte, Maria, que estás toda nua, que a lua te chama, que estás tão mulher. Arde, Maria, na chama da lua. Maria cigana, Maria maré. Parte cantando, Maria fugindo contra a ventania, brincando, dormindo; num colo de serra, num campo vazio, num leito de rio, nos braços do mar. Vai, alegria, que a vida, Maria, não passa de um dia. Não vou te prender. Corre, Maria, que a vida não espera!, é uma primavera, não podes perder.

Anda, Maria, pois eu só teria a minha agonia pra te oferecer.”

(Antônio Carlos Jobim)

04 abril 2013 0 comentários

Elas & Eu III

     Hoje é data especial. Hoje, simbolicamente, comemoramos três anos de amizade; a data, que teoricamente seria somente simbólica, é mais que isso: há muitas luas atrás, era por volta dessa data que passamos a conversar mais, nos ligar mais, nos fazer presentes um na vida do outro, e nos amar.

     E nada sinto hoje mais do que orgulho. Orgulho de poder comemorar essa data já imaginando a próxima, tamanha proximidade que insistimos em ter. Cada um dos dias é mais significativo do que o outro, e, sinto, que assim seguimos para o imprevisível: juntos, nos apoiando sempre como um tripé.

            577225_2260954818652_2007171474_n

     A distância, que muitos dizem ser a chave do fracasso, o sofrimento dos amantes, ou a tormenta dos corações, nada é para nós, senão detalhe. Talvez seja somente aquilo que alimente a saudade - aquela que sentimos vez em quando e que aperta o coração - sem nunca, porém, nos fazer sofrer.

28 fevereiro 2013 0 comentários

Sua Santidade, o papa Bento.

     Muitos especulam o verdadeiro motivo da renúncia histórica de Bento XVI; alguns dizem até mais do que é realmente imaginável, mas, seja a renúncia por motivos de saúde, ou uma tentativa de renovação da Santa Igreja, a atitude de Sua Santidade deve ser vista, além de tudo, como de grande bondade e humildade para com a humanidade e a Igreja.

     Bento XVI deixa o cargo, caso o motivo seja apenas sua saúde, para dar lugar a um papa mais jovem, mais ativo do que ele poderia ser. Um papa que faça viagens, que pregue a palavra de Deus em inúmeros outros lugares, que ponha rigidamente novas regras e normas na secular Igreja de Deus. Um governante mais novo, para uma Igreja que carece de renovação.

     Caso seja por as frequentes rupturas na Igreja, a atitude de Bento deve ser ainda mais louvável. Um último ato para salvar aquilo em que acredita, uma ato de suma inteligência, perspicácia, e digno de admiração. Bento faz da sua renúncia um marco pra a Igreja, pois coloca todos os holofotes por sobre todo o Vaticano, como se lhe dissesse: estão vendo.

Bento XVI

     Mas, mais ainda que tudo, a atitude do já agora papa emérito, é a abdicação. Poucos homens abandonariam o poder de tão bom grado para dedicar-se à vida humilde; e é justamente isso: um ato de humildade, de benevolência, ato esse que se espera de qualquer Sumo Pontífice. A ideia de um homem que abre mão de tudo o que tem, é marcante. Bento sai do trono de Pedro para entrar pra história.

     Hoje é dia histórico, dia lindo e especial. Espero toda a paz que o Papa necessita, e que o próximo tenha a inteligência e humildade de Sua Santidade, o Papa Bento, e o carisma e bondade de Sua Santidade, o Papa João Paulo II. Rezo pra que a Igreja se renove, e que a palavra de Deus seja dita por homens sempre de bem e paz. Obrigado, Bento XVI.

20 fevereiro 2013 1 comentários

Preta, preta, pretinha…

“Enquanto eu corria, assim eu ia lhe chamar... Enquanto corria a barca, lhe chamar... Por minha cabeça não passava. Só! Só! Somente, Só! Assim vou lhe chamar, assim você vai ser, só! só!, somente só! Preta, Preta, Pretinha...” (Galvão / Moraes Moreira)

     Cara que essa música é cara da moça! Marília, Marélia, Chica da Silva. Gente boa, boníssima, a cara do que presta, e do que não presta também. Marília de Dirceu? Depende do gosto. Marília é beleza pura, real e transcendental: Marília é a Bahia! Tanto no gosto pela cultura, tanto no estilo Gabriela, tanto na forma de se dar para a vida, de ser feliz.

    Eu e Lila Hoje é seu aniversário e, penso, deveria atrasar a data, pois que Marília é obviamente atrasos também. Atrasa a data de todo mundo, meio que, suspeito, por pura sacanagem. Mas, hoje é data bonita, seu moço, e data bonita não pode ser esquecida – ou fingida esquecida – assim desse jeito tão banal. Hoje, que se viva Marília. Que se goste de Marília!

     Marília fã de música boa, que fala e escuta palavrão, mas que sabe ser educadíssima quando é requerida. A Marília que vai ser fonoaudióloga dos meus filhos e minha amiga por muitos e muitos carnavais. Pois que ela é boa amiga! Aliás, tem muita coisa que uma amiga precisa ter; mesmo quando enche o saco, e perturba e tira a paz dos outros.

     Mas, devo dizer que nem sempre assim foi, pois que a preta era chata que só (a porra?). Rabugenta que Deus não dava jeito, foi se transformando com o passar dos tempos. De um tempo pra cá, vem sendo exemplar no que diz respeito à ser uma boa pessoa e, disso tudo, valem hoje os meus parabéns, e os meus votos de felicidade, e até uma musiquinha!

     Seja feliz, pretinha! :)

Preta, pretinha–Moraes Moreira

12 fevereiro 2013 0 comentários

Cucurrucucu, para Paloma

Original: Cucurrucucu Paloma (Tomás Méndez)
Adaptação: Augusto Luiz

Dizem que às noites ele sequer conseguia chorar.
Dizem que não comia, e que passou apenas a beber.
Juram que o próprio céu tremia ao ouvi-lo prantear.
E sofria tanto por ela, que a foi chamando até morrer.

Ai, ai, ai, ai, ai, cantava.
Ai, ai, ai, ai, ai, gemia.
Ai, ai, ai, ai, ai, chorava.
E de paixão mortal, morria.

Uma pomba triste, cedo da manhã canta calma,
Na casa solitária, com sua porta fechada.
Juram que essa pomba não é outra coisa senão sua alma,
Que inda espera o retorno de sua amada.

Cucurrucucu, canta a pomba.
Cucurrucucu...
Não chores. O coração dela é pedra, respondem as flores.
E as pedras jamais, pomba, que podem saber de amores.

Obs 1:   Poesia pulicada em homenagem às 25 mil visualizações ao blog. Muitos obrigados às suas fidelidades e ao tão bom público de que este blog dispõe, e voltem sempre!  ;)

  Obs 2: Esta poesia, versão daquela famosa música em espanhol de Tomás Méndez, e seus versos adaptados e aportuguesados estão sob direitos autorais reservados. Se for divulgar, anuncie o autor.

Vejam a belíssima poesia cantada por Caetano Veloso, trilha e trecho do maravilhoso “Hable com Ella” do maravilhoso Pedro Almodóvar:

Cucurrucucu Paloma - Caetano Veloso

04 fevereiro 2013 0 comentários

Gurgel, o caçador de Lulas.

     Há alguns meses que, aqui mesmo neste blog, critiquei o procurador-geral da República, Roberto Gurgel por sua falta de vigor e por ser “fraco com os fortes”; chamei-o de inapto para o cargo que exerce. Hoje, porém, tenho uma visão bem diferente do simpático Dr. Gurgel. Motivo? Mexeu com aqueles em que poucos têm a ousadia de cutucar. Mostrou-se forte.

     Ainda na semana que passou, Gurgel disse que enviaria à Procuradoria da República, em São Paulo, a acusação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devem constar nesses papéis, trechos do depoimento prestado por Marcos Valério que acusam Lula de não só conhecer, mas, também, de se beneficiar do Mensalão. Acusações sérias, e, segundo Valério, com provas.

Roberto Gurgel     Não me gerou surpresa, tampouco naturalidade. Sempre imaginei que Lula saberia do esquema, visto que aconteceu debaixo do seu nariz. Caso não soubesse, poderia claramente ser chamado de palerma, pateta, ou tolo. Mas da participação dele no esquema eu tinha as minhas dúvidas. Dúvidas essas que podem ser sanadas com um provável julgamento de suas ações.

     Acho bem difícil, porém, que isso venha a acontecer. Mas, já é um bom começo que a denúncia seja feita, e que seja levada a sério tanto pelos homens envolvidos, quanto pela imprensa e – parte do – povo que se interessa por política. Há a existência de ventos diferentes atualmente: ventos que causam um levante contra os corruptos, que geram inquietação.

02 fevereiro 2013 0 comentários

1808, de Laurentino.

     Os livros de história são chatos. Pelo menos essa é a minha opinião; leio-os, gosto deles, mas, isso não os impede de serem chatos. Acho isso pois que são muitas informações em poucas palavras, e a leitura não transcorre, não é fluida e empolgante. Portanto, fatídica.

     Talvez seja o justo contrário o que mais me fascina na leitura de “1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, de Laurentino Gomes. O livro é tão fluido, tão explicado e discorrido, que é até gostoso de se ler.1808 - Laurentino Gomes

     Quando o comprei, e lembro como se fosse hoje, o fiz por a intensa recomendação de amigos, e da crítica. Fiz com tanta vontade, com tanto anseio por aquelas letras, que até mesmo fiz de 1808 prioridade na minha lista de leitura – colocando-o à frente de alguns chavões da literatura moderna, como o tão falado “Cinquenta tons de cinza.”.

     Não me arrependi. Laurentino nos narra um período complicado da nossa história com relativa facilidade, e o faz de uma maneira quase lúdica. O livro é repleto de informações, a bem da verdade, mas sempre muito bem interligadas com explicações leves, às vezes até bem-humoradas.

01 fevereiro 2013 0 comentários

Brasil, meu Brasil brasileiro.

     Ontem tardei a dormir, e no sonho chorei. Chorei como criança, soluçando, por sentir tanto por a pátria-mãe. No sonho, ou diria pesadelo?, o país estava em caos total, o governo quebrava e falia, as empresas privadas vinham abaixo. E o povo, o pobre povo brasileiro estava abandonado no espaço, no lugar que antes se dizia ser o nosso pátrio-território.

     Nossa bandeira ainda trepidava no alto, mas jazia rasgada e manchada. Os mais ricos tinham fugido do colapso, e os pobres estavam mais pobres. Era o fim, todos sabiam; o final da nossa casa, a ruína da nossa terra, a morte do nosso povo. Doeu; mesmo ilusão, a dor foi lancinante, terrível. Porque caímos, se somos grandes? Somos o melhor povo, não somos?

Triste Brasil

02 janeiro 2013 0 comentários

O mundo não é chato.

     O mundo não é chato, meu querido, mas está somente e insuportavelmente assim. Não do verbo ser, mas, do estar; o mundo vem de bizarras normalidades, e, por esses tempos, te juro, Horácio, que anda infinitamente mais cinza e sem graça como talvez – não me lembro – nunca tenha realmente estado. Aqui chove, meu amigo, e tampouco sabe-se que existe luz.

      Porque o mundo, inevitavelmente, é cruel, e capaz de te destruir absolutamente com alguns poucos segundos. As situações trabalham pra que cada um de nós, qualquer dia, venha a sofrer; e, acredite, parte dessa crueldade reside em uns sofrerem mais que outros e sermos, até mesmo quando o assunto é sofreguidão, intensa e profundamente diferentes.

      A verdade é que os poetas estão errados sobre as dores; que aqueles que escrevem frases sobre elas estão enganados, ou, mais maliciosamente, escondendo a verdade; que tudo sobre as dores é propositalmente acompanhado de uma pequena tentativa de dizer que tudo vai passar. A verdade, Horácio, é que as dores são como as gripes: são de uma variedade imensa e, contra elas, não há imunidade qualquer; cura-se de uma e outra vem, quase sempre pior.

Lágrima;

29 outubro 2012 1 comentários

Procura-se um amigo para o fim do mundo.

     Há bastante tempo que um filme não me fazia chorar. Com este, em êxtase me derramei em lágrimas, e estas correram mostrando o que sentia o íntimo da alma. Não solucei - como fazem as crianças – , apenas estive pensativo e elas desceram em seu silêncio. Faz tanto que isso tinha acontecido, que sequer lembro-me; talvez tenha sido o espetacular Cisne Negro, com a brilhante Natalie Portman.

     Procura-se um amigo para o fim do mundo me surpreendeu imensamente, por que eu não esperava nada dele, à exceção da leveza típica, o riso – contido ou até mesmo histérico –, e talvez um pequeno ‘Ohh’ em ode ao amor, de um filme descrito e classificado, por toda a crítica, como comédia romântica.

     Também pois era protagonizado por Steve Carrell (O Virgem de 40 anos; 2005), do qual, inevitavelmente, eu sempre espero que dê vida a uma boa personagem cômica. Mas, o Steve mostrou-me um lado seu que eu ainda não conhecia: o lado do ator sério, meio dramático. E, no fim das contas, não foi o riso, e sim o choro emocionado o que o longa, e o ator, acabaram me tirando.

Procura-se um amigo pra o fim do mundo. 

21 setembro 2012 0 comentários

Onde eu nasci passa um rio.

      Onde eu nasci passa um rio de saudade. Saudade sim, com aquele leve gosto amargo de exílio, que floresce no fundo da alma, como se aquele rio passasse em meu coração, e dele meu corpo não pudesse ficar-se longe. Onde eu nasci jorra saudade em forma de rio, como se isso fosse inteiramente possível.

      O rio da minha terra também exala paz, tranquilidade. Caminha por sobre a terra sem nenhuma pressa de chegar ao mar, como se nele não deságuasse, como se ele pouco importasse. Ou, como se o tempo não fosse nada senão um capricho da natureza que o meu rio, por fim, se recusava a obedecer.

Jacobina!

12 setembro 2012 2 comentários

O Monstro da Fome!

     “Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”, disse o poeta Caetano conseguindo resumir, brilhantemente, toda uma situação trágica em uma das mais marcantes frases da nossa história. Não que a frase consiga mostrar o horror da conjuntura, mas, decerto que mostra o caminho que deve ser trilhado para um mundo onde a nossa gente – toda ela – possa brilhar.

     Gente é pra brilhar, mas gente não pode luzir se por aí anda tombando, sem sua vida, por falta do que pôr na boca, se não tem como saciar as necessidades do próprio corpo. Gente, definitivamente, não pode alcançar os seus objetivos se, antes de podê-los tentar, é destinada a uma das mais agressivas e dolorosas das dores, é talhada para uma das mais brutas mortes.

A cara da fome!

06 setembro 2012 0 comentários

Café com Poesia.

     Esses dias peguei-me preparando um café, mais doce que o de costume, e pegando um surrado livro de poesias do Drummond. Entre as dores, felicidades, amores, amantes, pedras no caminho e outras estórias do poeta, não pude deixar de cair em um mar de lembranças que pessoas como o Carlos chamam de saudade, e eu gosto e prefiro chamar de saudosismo.

     Cair, nadar por toda a sua imensidão, sorrir por sua beleza, morrer de exaustão. Porque é doce morrer nesse mar de lembrar-se e nunca se esquecer de tudo o que a gente um dia já amou, ou ainda ama. Amor é feito de poesia, e poesias fazem amor; tudo quanto é poesia tem um quê do que nós fomos algum dia, e o café faz a gente viajar, se perder, faz-nos vivos.

Café com Poesia!

28 agosto 2012 0 comentários

PT x Sindicatos

     Como todos os casos de amor mantidos por interesses tem seu fim, aquele vivido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com os sindicatos não tardaria a findar-se. Até que durou por muito tempo, é verdade, mas o elo histórico não sobreviveu e agora, rompido, faz com que ambos sigam caminhos diferentes e divergentes. E nós, é claro, sofremos como os filhos de uma separação.

      Porque quando o governo resolve enfrentar os sindicatos, e a sindicância decide afrontar os que gerem, os espólios da guerra respigam exatamente no povo. Quem não se lembra da greve dos policiais militares no estado da Bahia, quando as ruas baianas mais pareciam estar dentro do Afeganistão em guerra? E quem lembra, sabe que o povo foi vítima de mais um embate.

20080619201435_125_large

19 agosto 2012 1 comentários

Quem quer ser um namorado?

      Procuro um namorado para as minhas amigas. Portanto, se você for um homem confiante, siga com o texto. Se não for, obrigado pela visita. Se for uma mulher que se interesse, então creio que a proposta deve ser mais bem elaborada, pois ambas tem uma sexualidade definida e são, por ora, heterossexuais.

     Na boa véi, cadê os homens dessa porra?  Digo isso porque tenho duas amigas lindíssimas, inteligentíssimas, gostosíssimas, e de um ótimo humor, que estão solteiríssimas. Isso é possível? É improvável, mas sim, é possível e eu já estou abarrotado com funções que herdo com essa solteirice atual delas.

14 agosto 2012 4 comentários

Pobre Fernando Henrique…

      De demagogia e hipocrisia vive boa parte do Partido dos Trabalhadores (PT). A máscara dos hipócritas sustentada pela existência de caras demagogas, alimentadas pelo populismo e pela alienação popular. De alienação vive o Brasil e, talvez por isso, a grande parte dos problemas sejam aceitos, ou passem despercebidos do grande público, inclusive esse.

       Hipocrisia: substantivo feminino; caraterística daquilo que não é honesto; vício que consiste em aparentar uma virtude ou um sentimento inexistente, diria o dicionário. Hipocrisia: ato de criticar veementemente uma atitude do governo anterior e valer-se da mesma em seu governo, eu diria no contexto do assunto que me é hoje retratado e divagado.

Fernando Henrique Cardoso

07 agosto 2012 3 comentários

70Anos Caetanos;

      Caetano no Oscar. Lembro que uma parte do Brasil vivia a apresentação do músico na cerimônia máxima do cinema mundial como um evento de orgulho nacional, como se estivéssemos com ele, controlando cada timbre da sua voz marcante e colocando no tom o baiano que nunca desafina. Éramos todos nele, e ele era a cara do nosso Brasil.

      Quando subiu ao palco do Kodak Theatre, em Hollywood, ao lado da cantora mexicana Lila Downs, Caetano tornou-se o primeiro brasileiro a cantar em uma cerimônia de entrega do Oscar. Nós, que já tínhamos torcido por Fernanda Montenegro outrora, então torcíamos por o baiano, que elegantemente trajava um justo terno preto e se comportava como uma estrela.

     Estrela que, em mais de cinquenta anos de carreira, jamais deixou de brilhar. Entre altos e médios, Caetano jamais esteve longe do topo, dos holofotes da música brasileira, por ser a especial figura daquele que nunca se torna velho. Sem dúvidas, o baiano jamais sucumbiu à improdutividade – tão marcante em vários colegas seus – e jamais foi “a mesma mesmice”.

“O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece”.

Caetano

05 agosto 2012 8 comentários

Caça aos mensaleiros!

     O mensalão foi um desastre. Um vulcão incontrolável que, expelindo sua ardente brasa nos provava um teorema: existe lava por dentro da Terra. Deixa que eu explico: ele foi o escândalo que teve que acontecer pra lembrar ao povo brasileiro que a corrupção não só existia no centro da nossa política, como provar também o quanto era quente e destruidora.

     O mensalão foi um atentado contra a república, contra o balanceamento proposto pela divisão dos três poderes, contra o bom funcionalismo da máquina pública. O mensalão foi um grande atentado, não terrorista – como estamos acostumados – mas, também mortal, mortalmente silencioso, arquitetado e sussurrado pelos salões e alcovas da capital federal.

José Dirceu

28 julho 2012 1 comentários

Quantas lágrimas? Um litro!

     O Japão nos fascina há décadas, e inúmeros são os motivos para isso. No campo das produções televisivas, posso dizer que boa parte de nós viveu o Dragon Ball Z, ou Cavaleiros do Zodíaco, além dos vários animes e desenhos que embalaram a infância de muitos. Há um tempo, porém, me peguei assistindo uma série japonesa e, sinceramente, chorei.

     Precisei de um litro de lágrimas, no mínimo. Lágrimas pela doença incurável da personagem principal; lágrimas por todo o esforço da família dela em aceitar a doença, e ajudá-la na batalha; lágrimas pelos amigos deixados para trás; lágrimas pelos seus apenas quinze anos à época, por uma vida condenada ao sofrimento; lágrimas pelo seu brilhante sorriso.

Um litro de lágrimas!

 
;