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12 agosto 2011 0 comentários

Meu Jeito (My Way);

Original: Claude François / Jacques Revaux / Paul Anka

Adaptação: Augusto Luiz

Agora, o fim está chegando...

Então, enfrento o último desafio.

Meu amigo, vou lentamente falando,

Contarei meu caso, aqui, em meu covil.

 

Eu vivi tudo intensamente,

Eu viajei por cada e todas as situações;

Oh, mais, muito mais profundamente,

Eu fiz tudo às minhas feições.

 

Arrependimentos? Alguns. Tive que ter,

Mas, tão poucos para contar...

Eu fiz o que tinha que fazer,

E eu vi tudo, sem exceção, sem nada falar.

 

Eu planejei cada caminho do mapa, mudo,

Cada atalho, atenciosamente, no peito.

Oh, mais, muito mais que tudo,

Eu fiz do meu jeito!

 

Sim, houve vezes, e eu tenho certeza que você sabia,
Que eu mordi mais coisas do que podia mastigar...

Mas, quanto à
dúvida, quando ela havia,
Eu a engolia
e a cuspia, até a matar.

 

Eu enfrentei tudo, e continuei de pé,

E fiz do meu jeito...

 

Eu amei, e ri chorando...

Tive minhas falhas, minha parte de derrotas.

Agora, com as lágrimas brotando,

Entrego-me às minhas risotas...

 

E pra que serve um homem? O que ele possui?

Somente tem a si, e ao seu passado,

Serve para mostrar que no presente influi,

Além de não aceitar o seu futuro ajoelhado.

 

E, no futuro, quando apontarem os covardes,

Com certeza de tudo que fiz, direi, sem despeito,

- ‘Oh não, não, não eu!’ – com alardes.

Eu fiz do meu jeito!

 

O meu passado mostra: eu recebi as pancadas...

...E fiz do meu jeito!

28 agosto 2010 3 comentários

Eu Não Quero Perder Nada (I Don't Wanna Miss A Thing)

Original: Diane Warren
Adaptação: Augusto Luiz

Poderia permanecer acordado,
Somente para ouvi-la respirando,
Observá-la sorrir dormindo, admirado,
Enquanto estás distante, sonhando.
Eu poderia decorrer minha existência nessa rendição docemente,
Continuar perdido neste átimo eternamente.
Contigo, todos os ínfimos instantes,
São perenes momentos radiantes.

Aqui, perto de ti repousando,
Sentindo o teu coração pulsando,
E imaginando o que estás sonhando,
Idealizando se sou eu quem você está olhando.
Então beijo teus olhos, suavemente,
 E agradeço aos céus por juntos estarmos,
Eu apenas anseio continuar contigo eternamente,
E nestes momentos, habitualmente, ficarmos.

Não quero um sorriso perder,
Não desejo um beijo olvidar,
Eu só quero ficar com você, em pascer,
Sem ação no ato de te amar.
Abraçar-te forte, com açúcar, com afeto,
Sentir teu coração do meu tão perto,
E só ficar aqui neste momento, quieto,
Por todo o resto do tempo incerto.

Não quero meus olhos fechar,
Eu não quero pegar no sono, nem toscanejar,
Porque eu sentiria a sua falta, neném,
E, não aspiro deixar detalhes passarem, com meu desdém.
Porque mesmo quando eu sonho com você,
O mais doce deles nunca vai ser suficiente,
Ainda careceria da tua presença, bebê,
Não quero perder nada, sempiternamente.
25 agosto 2010 5 comentários

Tão Apaixonado (So In Love)


Original: Cole Porter
Adaptação: Augusto Luiz

É uma estranha verdade,
Quando perto de você estou,
O céu se preenche de estrelas, na vaidade,
Quão deslumbrado ele ficou?

Mesmo sem sua presença,
Te procuram, meus braços, numa busca imensa,
E sabe o porquê dessa doença?
A querença, que não pensa!

Extasiado fiquei pela noite estonteante,
A primeira que você, comigo, lá estava,
Em paixão por minha alegria delirante,
Quando vi, que por mim, se preocupava.

Portanto, pode me tocar, me machucar,
Depois, me ludibriar, sem nada me deixar,
Sou seu, até morrer...
Tão apaixonado sou, por seu ser.
14 agosto 2010 5 comentários

A Mulher Que Amo (The Man I Love)


Original: George Gershwin/Ira Gershwin
Adaptação: Augusto Luiz


Certo dia ela irá chegar,
A senhora do meu amar.
Será bela e delicada,
A minha amada.
E, quando chegar,
Farei de tudo para ela aqui ficar.

Ela vai sorrir me olhando,
Entenderei tudo, admirando.
Segundinhos passarão,
Ela pegará a minha mão.
E mesmo que um absurdo isso venha a parecer,
Nenhuma palavra vamos dizer.

Talvez no domingo eu a encontre,
Talvez na segunda, Talvez não;
Ainda desta maneira,
Eu tenho certeza que vou encontrá-la um dia,
Talvez na terça-feira,
Isso vai ser a minha alegria.

Uma casinha pequena, só pra nós dois, construiremos,
Jamais dali sairemos,
Quem sairia, você sairia?
É pertence de Deus o futuro,
Eu espero, no escuro,
A Mulher Que Amo.
10 agosto 2010 6 comentários

Não Me Abandone (Ne Me Quitte Pas)

Original: Jacques Brel
Adaptação: Augusto Luiz

Não me deixe, carece de esquecimento,
É possível deslembrar o que já é outrora.
Olvidar as altercações, sem lamento,
E também o tempo perdido do “como?”, numa aurora.
Esquecer essas horas que às vezes matam a golpes de porquês o coração de felicidade.

Eu te oferecerei gotas de chuva vindas de onde nunca chove;
Para te cobrir do que Deus aprove,
Eu escavarei a terra mesmo depois da morte minha.
Criarei um lugar onde eu serei rei,
Onde o amor será lei e você será rainha.

Eu te inventarei palavras incoerentes
E você compreenderá as sementes.
Falar-te-ei daquela paixão,
Que assistiu das cinzas brotar excitação.
A estória do cavalheiro irei te descrever,
Aquele que morreu porque não pôde te conhecer.

Quantas vezes não se reacenderam as chamas do antigo vulcão que julgávamos velho?
Até há quem fale que nasce mais trigo em terra queimada.
E quando a tarde cai, para que o céu se inflame num oposto à alvorada,
O vermelho e o negro não se misturam. Clima pra prateada.

Não me deixe, prometo não mais chorar,
Esconderei-me aqui, não vou mais falar.
Só para te ver sorrir e dançar,
Para te ouvir assoviar e cantar.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra?
A sombra da tua ação? A sombra do teu coração?
Não me abandone.
 
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