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29 outubro 2012 1 comentários

Procura-se um amigo para o fim do mundo.

     Há bastante tempo que um filme não me fazia chorar. Com este, em êxtase me derramei em lágrimas, e estas correram mostrando o que sentia o íntimo da alma. Não solucei - como fazem as crianças – , apenas estive pensativo e elas desceram em seu silêncio. Faz tanto que isso tinha acontecido, que sequer lembro-me; talvez tenha sido o espetacular Cisne Negro, com a brilhante Natalie Portman.

     Procura-se um amigo para o fim do mundo me surpreendeu imensamente, por que eu não esperava nada dele, à exceção da leveza típica, o riso – contido ou até mesmo histérico –, e talvez um pequeno ‘Ohh’ em ode ao amor, de um filme descrito e classificado, por toda a crítica, como comédia romântica.

     Também pois era protagonizado por Steve Carrell (O Virgem de 40 anos; 2005), do qual, inevitavelmente, eu sempre espero que dê vida a uma boa personagem cômica. Mas, o Steve mostrou-me um lado seu que eu ainda não conhecia: o lado do ator sério, meio dramático. E, no fim das contas, não foi o riso, e sim o choro emocionado o que o longa, e o ator, acabaram me tirando.

Procura-se um amigo pra o fim do mundo. 

12 dezembro 2011 0 comentários

O Discurso do Rei.

     Agora eu era o rei, um rei cujo trono caíra, inesperadamente, em meu colo. A cadeira em que eu me sentaria, o enorme título que me caberia a partir de então, e a coroa que iriam pôr em minha cabeça, tornariam todos os cidadãos ingleses, e de todos os domínios da Coroa Britânica, meus súditos e admiradores.

      Porém, eu não estava realmente preparado para ser soberano, embora houvesse sido treinado toda uma vida para isso. Eu teria que ser mais do que eu mesmo, teria que realizar funções importantíssimas para todos, e nem tanto para mim. Cumprir agendas, seguir protocolos gigantescos, sorrir, acenar, falar em público. Eu era gago. E estava aí o problema: Como respeitariam um Rei sem voz?Rei George VI

     O Discurso do Rei é um daqueles filmes para se assistir de joelhos, emocionado. Um longa que encontrou no seu tema  terreno fértil para desenvolver um enredo que, sem dúvidas, não o torna forçado, tampouco previsível, monótono.

26 outubro 2010 1 comentários

A Vida Secreta Das Abelhas

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  Em qualquer outro filme menos belo que ‘A Vida Secreta Das Abelhas’ a beleza de Dakota Fanning seria ofuscante ou substancial. Conquanto, em meio a essa história, trata-se apenas de um detalhe, um detalhe bom de notar e de se escrever também.

   Realmente acho-a linda, e a julgar por O Gato (2003), Guerra Dos Mundos (2005), Lua Nova (2009) e Eclipse (2010), desponta como umas das mais competentes e brilhantes promessas de Hollywood.

   Quanto à ‘A Vida Secreta Das Abelhas’, devo dizer que é realmente emocionante; meche com pontos atraentes para o público e para a crítica de uma forma ímpar, ou que mais modestamente, jamais vi similar. A estória, que inclusive é uma adaptação, o vídeo, a trilha sonora, tudo enfim parece se encaixar perfeitamente para q esse seja uma película aplaudida.

   Algo que chama a atenção ao decorrer do filme é como o momento histórico é bem abordado. Meados da década de 60 em território, Estados Unidos da América, extremamente racista, há o desenvolvimento de uma amizade inter-racial  e a ambientação de Lily Owens, papel de Dakota, em uma família negra.

   Justamente é a estória de Lily que conhecemos. Mata a sua mãe, em um acidente, aos quatro anos de idade e não conhece nada a respeito dela. Convive com um pai rude, frio e completamente fechado à um bom relacionamento. E é no meio de um discussão que ele hostiliza a memória da mãe da garota, ao dizer que ela a abandonou quando pequena.

  Ela então parte em busca da verdade, numa estória que nos ensina muito e que deixa a todos emocionados. Pretos, brancos e, é claro, abelhas!

 
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