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11 dezembro 2011 1 comentários

Salve, Vasco!

     A cruz de Malta está bordada sobre o peito apaixonado, arfante de um sentimento de idolatria que ultrapassa décadas; costurada sobre o tradicional uniforme, cuja faixa transversal banhou-se de tantas glórias que arrebatou milhões de amantes. Isso é o Vasco!

A Cruz de Malta,

     Esse foi, sem dúvidas, um ano especial para o Gigante da Colina, como há muito não se via. Não se enxergava, há muito tempo, o torcedor cruzmaltino tão feliz e tão orgulhoso de seu time, da sua camisa e de sua tradição. O ano de 2011 pode ter sido o início de uma nova era para o Vasco da Gama. Uma era de vitórias, de glórias e início da revitalização do orgulho cruzmaltino.

07 junho 2011 0 comentários

Ronaaaaaaldo!

     Não há dúvidas, quando se fala em Ronaldo Nazário, sobre as suas qualidades como ser humano, e como jogador de futebol. É isso que nos mostra os inúmeros anos de convívio que tivemos com sua imagem, e com toda a alegria que compartilhamos ao vê-lo. Sua vitória foi nossa vitória. Ele - e tenho dito - simbolizou e simboliza a alma brasileira. É brasileiro, sim senhor! Não só de nacionalidade, como de comportamento e coração.

Camisa 9'

     Toda a carreira futebolística, todo o talento que sempre demonstrou, associado aos consequentes dribles, gols e momentos fabulosos, me fazem sempre lembrar de Ronaldo e colocá-lo no seleto grupo dos mitos do futebol brasileiro, ao lado de nomes como Pelé, Zico, Garrincha e Romário, por exemplo.

     Não que comparasse o talento de um, com o de outro. Mas, para demostrar o quanto um jogador pode ser marcante para a história do futebol. Como um jogador pode sair do círculo dos fãs por nacionalidade, para entrar em um muito maior de admiração mundial pelo trabalho que prestou e as alegrias que espalhou.

     Ronaldo, em campo, foi muito mais do que um simples jogador de futebol, e muito mais do que um jogador acima da média. Foi brilhante, excepcional. As suas chuteiras demasiadamente foram lustradas por seus companheiros, e até mesmo admiradas por seus adversários, pelo respeito que impunham, por ele ter sido excepcional. Mais que um jogador, uma referência em campo, um cara em que se podia colocar a bola, porque resolvia.Ronaldo'

     E assim foi durante centenas de jogos. Ele chamava a responsabilidade para si e resolvia. Fosse colocando a bola no fundo das redes, fosse colocando um companheiro na cara do gol, para fazê-lo. Ele brilhou, e brilhou tanto que sua estrela jamais apagará em nossas memórias apaixonadas pelo maior esporte do mundo. Por isso, cabe colocá-lo junto à Pelé, à Zico.

    E o futebol não se sentirá órfão do nosso eterno camisa 9, porque a sua lembrança alimenta os nossos novos craques à buscar o diferencial e aquilo que distingue o nosso futebol dos demais: a genialidade e originalidade individual, somado ao jogo bonito em grupo. Enfim, o drible e a magia, o gol e a explosão de quem já teve Ronaaaaaaaaaldo!

22 março 2011 0 comentários

O Apito Dos Aloprados

     Quando meu professor de matemática disse-nos que já foi árbitro de futebol e que, inclusive, já apitou um BA-VI, não duvidei muito não. Aliás, não duvidei nada. Sê-lo não é tão difícil como deveria. Sê-lo já está se transformando em carma; pra eles eu não sei, mas, pra nós é muito, vos digo. Árbitro'

     A arbitragem no Brasil já foi melhor quando não existia. Não é questionar a importância dos árbitros no nosso futebol, é mostrar quão é ruim a qualidade dos nossos juízes esportivos nos nossos campos futebolísticos. Vários motivos, algumas soluções, nenhum resultado concreto.

     O mal treinamento desses profissionais, a falta de uma punição eficaz para os erros de atuação, e a péssima remuneração devem ser os principais motivos de tantos erros. As coisas não são feitas como deveriam, e passamos longe do modelo ideal, que acredito, já foi alcançado em outros lugares, outros campeonatos.

     Talvez precisemos mesmo é de uma mudança geral na CBF. Tirar de lá alguém que já tem tempo demais no poder e que só faz mal ao desenvolvimento do futebol brasileiro. O Sr. Ricardo Teixeira é um dos piores políticos desse país, e uma reforma política no futebol, seria de grande importância e eficácia.

     Contudo, deve-se creditar à eles, árbitros, uma certa tendência aos erros. Parece-me que os aloprados, com um apito na boca, tem incitação ao ver, ou não ver, o cabuloso, o que existe, ou não existe. Eles simplesmente sentem, de alguma forma um desejo inconsciente de optar pelo errado.

Aloprados'     O apito dos aloprados faz do futebol algo de três torcidas: uma torce pra um time, outra para o outro, e as duas, juntas, torcem pela coadjuvância dos árbitros. O protagonismo não lhes cai bem. Quem sejam, em um mundo ideal, coadjuvantes interessantes.

     Porém, há quem diga que o erro trás mais emoção ao futebol, mais adrenalina à cada partida. Discordo, pois nenhuma partida de videogame é menos interessante devido à falta de erros de arbitragem. Acho o contrário, por ora.

     E chegaram ao ponto de me perguntar, um leigo de futebol, certa vez, pra quem torciam os bandeirinhas, e eu lhe respondi, com plena ciência do que fazia: “Torcem, junto com todos os apitos dos aloprados, contra o futebol”.

22 fevereiro 2011 0 comentários

1987: O Ano Circense

     Não vou me alongar.

    Resumir cinquenta anos em cinco é coisa do Juscelino. Portanto, não vou me atrever em resumir quase vinte quatro anos em algumas linhas, até porque seria uma tarefa demasiada complicada e  o post tomaria proporções gigantescas. Sendo assim, convido vocês, caros leitores, a clicarem nas imagens do post, pois possuem links ótimos para boas matérias acerca da polêmica de 87.image

    Fato é que foi um circo, em que vários palhaços se revezaram para manter o espetáculo, daquela que foi, e ainda é, a maior polêmica do futebol brasileiro de todos os tempos. Bem que a picuinha proporcionada pela unificação dos títulos, nos quais os títulos pré-brasileirão [e leia-se: campeonato de várzea], tentou, mas não tirou-lhe o título. Uma rixa sem futuro previsível e com poucas certezas.

    Apenas décadas depois do final da Copa União de 87 – campeonato brasileiro que só acabou em 88, ou melhor, ainda não acabou, e talvez jamais acabará – o Clube de Regatas do Flamengo teve o seu título legítimo reconhecido. Depois de inúmeras declarações picantes, provocações marcantes, batalhas de torcedores, e embates judiciais. Enfim, homologado. Enfim, justiça feita.

    Não que fizesse muita falta, já que todos [e tomem como as pessoas de juízo correto] já sabiam e consideravam o Flamengo campeão. Contudo, é o reconhecimento de uma conquista, e é bem-vinda. É a justiça feita ao astro Zico e companhia limitada e à maior, mais leal e apaixonada torcida do planeta.

    E não aceito que ninguém dê piti mais sobre esse tema. É bom que qualquer torcedor de algum time grande do Brasil saiba que o seu clube assinou documentimageos reconhecendo e comprovando o Flamengo como legítimo campeão daquele ano, inclusive o São Paulo Futebol clube, que resolveu atropelar seu passado, suas assinaturas e palavras, e assassinar a ética em prol de interesses egoístas e mesquinhos.

    Aliás, vai ser superbacana ver o presidente tricolor devolver a ilustríssima Taça das Bolinhas. Uma ação na justiça já o obriga a devolver. A cara de tacho de alguém que toma posse de algo que não é seu, que jamais foi seu, e que depois tem que devolver ao verdadeiro dono. A Taça é nossa e ficará definitivamente na Gávea, mas essa polêmica ainda promete muito. Promete tanto que até o Santo [e leia-se: mascote do São Paulo] já não acredita.

    Nem me alonguei! Smiley mostrando a língua

 
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