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10 junho 2011 0 comentários

Sonhar.

     Sonhar = do verbo, fazer planos improváveis, baseando-se em situações incertas, de uma forma que somente um louco, ou um louco faria. Ou seja, somos todos um bando de eternos psicodélicos, assumidamente alucinados, habitantes do mundo da Lua, à que todos os outros chamam do comum adjetivo de ‘louco’. Que nós, simpaticamente, adotamos. Afinal, bem que é uma característica bonitinha, né?

     Por que, acompanhem o meu raciocínio: Quais são as únicas pessoas que podem passar semanas sem tomar banho, e alegar para isso motivos concretos e inquestionáveis? Além dos mendigos, e pobres, são os loucos, não é? Contudo, calma, só coloquei esse exemplo pra dar graça à graxa. Eu ainda não cheguei ou chegarei a tal estado. Estou falando mesmo é de outro tipo de louco: o sonhador.

Sempre Sonhar'     Do tipo: você sonha. Daí vem uma pessoa e acha que você sonha demais. O que ela lhe diz? “-Deixa disso, seu louco!”. Pois bem, as pessoas acham que é loucura, ou demasiada loucura, ou um poucão de loucura mesmo, sonhar alto. Por quê? Porque a mediocridade é assimilada juntamente com o termo realista, e as pessoas acham que sonhar faz mal. Beber que faz mal, e [quase] todo mundo bebe. Para as pessoas que acham que sonhar é otimismo, peidos pra elas.

     Porque, não é nem de perto otimismo. Pensar alto é querer alto, e voar alto –quando se sabe voar- não é sinônimo de cair. Ao contrário do que alguns – e leia-se babacas – pensam, sonhar é puro realismo, porque as pessoas, sonhando admitem que, dentro da realidade, podem obter o que quiserem –desde os mais altos voos – sem tem que necessariamente cair. Claro que, se alguém insistir em cair, teremos problemas.

     Portanto, vale sonhar e não se contentar com pouca merda, porque só temos uma vida, e viemos pra este cafundó aqui, foi pra brilhar, não pra ser apenas mais um conformado que não busca seu próprio sucesso e sua própria realização. Afinal, quer sonho mais do que viver? E sonhamos com ele todos os dias, quando dormimos e pensamos no dia de amanhã, que provavelmente, será, pra você, uma merda, como o anterior.

     Tá ai, me revoltei.

03 junho 2011 0 comentários

Quem convida, paga!

    Pode chamar de balela, de idiotice, de caretice, ou do que quiser. Mas, não chame de machismo ou preconceito, por que não é. Acho que é mais uma mania, descendente sei lá de onde, que vem comigo há mor tempão e, creio, deva fazer parte dos meus inúmeros princípios ideológicos, os quais cuido como mesmo zelo e disposição que aplico ao meu cabelo.

   Cavalheirismo Meia-Boca' Não que cuide demasiadamente, ou loucamente, do meu cabelo. Pressupõe-se, então, que não cuido com excessivo cuidado dos meus princípios ideológicos, visto que eles têm conceitos prontos, e são bem grandinhos para cuidar-se sozinhos. O máximo que faço é dar uma olhadinha, e ver se os meninos estão bem.

    Mas, vamos deixar de rodeios para tocar no ponto chave. A minha mania, e creio, ou quero crer, que alguns homens compartilhem da mesma, é de não gostar de ver as moças pagando a conta. Eu, sinceramente, me sinto mal. Não sei porque, mas sempre cresci vendo que era o cara que pagava o sorvete, ou pagava o lanche, não como uma cordialidade, mas como uma obrigação histórica dele. É bonito, eu acho.

    Contudo, mesmo pra mim, tudo isso transcende a tal obrigação histórica ou a cordialidade. Não é simplesmente obrigação, ou tática de conquista – para muitos o é -, é simplesmente algo inexplicável, algo que eu, como ser humano, só poderia explicar tachando isso de axioma ou de loucura muito louca. Prefiro a loucura muito louca.

    Eu gosto, elas não gostam. E eu não posso fazer muita coisa quanto à isso, porque na ordem dos princípios que me regem, contrariar uma mulher está em uma posição mais acentuada. O Ou seja, primeiro elas satisfeitas, e depois a gente pensa no resto, sem esquecer a válvula de escape: tentar enrolar, engabelar, enredar e empacotar a mulher para que ela entenda os seus motivos, sem que ela se contrarie, é claro.

    Daí, pra não ter que explicar toda essa teoria, e não esbarrar no feminismo louco que algumas mulheres desenvolvem hoje em dia – e não vejo um porquê disso ser tão combatido – com uma teoria mais simples e mais aceita: Quem convida, paga. Damas & Cavalheiros

    Me entende? Não? Não creio. Mesmo? É difícil, não é? Pois, então deixo a explicação dessa mania para a querida Saíze Carvalho, que sempre usa do mesmo adjetivo bacana para descrever algumas de minhas ações. O que me diz, meu bem? Só lhe digo que o cara que inventou a estranheza ainda não me conhecia, para exemplificar perfeitamente a sua invenção.

06 maio 2011 0 comentários

Bin Laden X Casamento Real

     Willian e Kate'Foi tudo armado, uma treita cabeluda e milimetricamente calculada. Com toda a sua inteligência, os Estados Unidos da América provaram mais uma vez que são sacanas e boicotaram, de forma nítida, o protagonismo inglês na semana passada. Quando o mundo parou pra ver Willian e Kate casando-se e o presidente americano não sendo convidado, ele pensou: “Tenho que pensar em alguma coisa. Isso não pode ficar assim”.

     Daí reuniu a cúpula e seus generais, o tal Obama, e perguntou-lhes quais suas sugestões. Até que um deles falou que sabia onde o Osama estava intocado, e o presidente gostou da sugestão. “Vamos matar o Osama e salvar a América!”, pensou. Mas, não salvar do terrorismo, e sim desse protagonismo europeu nos últimos dias. Isso era um absurdo para eles.

     E então, mandou caçarem o Osama. Mandou a melhor equipe. Porque, se errassem, estaria em maus lençóis... Pensou bem, muito bem. Mas, a raiva de não ter sido convidado pro casamento, somado à rivalidade histórica de colônia vs. metrópole, foi bem maior que tudo. E, não vamos esquecer, é claro da grande mania que eles têm de ser sacanas.

     Um pequeno mal nisso tudo foi ter demorado demais para agir, e deixar o casamento acontecer... Ora, mas o discurso que o presidente fez compensou tudo. Todo bonitinho, não foi?

     Matar o cara mais procurado do planeta era demagogia. E demagogia por demagogia, era perfeitoObama x Osama o plano. A cabeça de Osama, valia mais do que propriamente a cabeça do Osama. O legal de tudo é que, valendo tanto, ela foi acertada. Acho que queriam ver os miolos maníacos dele também. Vai saber...

     Não seria melhor conduzir gentilmente o tio Osama à Guantánamo pra ele morrer velho lá; a prisão até que ofuscaria o casamento, seria notícia por todo lugar. Mas, esqueceriam logo. Bin Laden morto é um troféu. Assim, toda vez que alguém fizer alguma coisa muito grande, os Estados Unidos aparecem e falam: “Você fez isso? Ahhh, eu matei o Osama!” e depois dão língua, ou dão dedo, sei lá. E vão repetir isso, por tanto tempo...

     Aliás, eu não confundi Osama e Obama não, né? Caso confundisse, o que poderia fazer?

19 abril 2011 1 comentários

“E rico liga?”

    Eike Batista' O dia na Bovespa ontem não foi dos melhores. Aliás, passou longe dos melhores. Que o diga Eike Batista, que terminou o dia 12 bilhões de reais menos rico, ou 12 bilhões mais pobre.

     A queda nas empresas do grupo EBX, de Eike, puxaram o pregão da bolsa para níveis altíssimos de queda, se considerar um passado recente de alguma estabilidade. A OGX, por exemplo, perdeu 10,9 bilhões, e o empresário sofreu um revés de 17,20%. É dinheiro, ou não é?

     O fato é que Eike, no fundo, deve ter suado frio ao ver suas ações despencando, caindo no despenhadeiro de incertezas que sempre esteve debaixo de seus pés.

     Ele, sempre conhecido por sua ousadia, agressividade; por ser visionário, brilhante, era, até sexta, o brasileiro mais rico do planeta, o 8º homem mais rico do mundo e o segundo brasileiro mais poderoso. Alguém duvida que ele consiga uma reviravolta?

     Sim, ele pode ter suado frio ao perder tanto dinheiro. Mas, jamais deixará de fazer o que faz, como faz, e de ser como é. Perdeu 12 bilhões em um dia. E daí? “E rico liga?”.

 
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